sábado, 25 de outubro de 2025
MANGUEBEAT
ótimo artigo
é bom irmos acordando aos poucos :: as massas vão ficando inteligentes, por abandonarem posições arrogantes, em uma elucidação do corpo :: o corpo enquanto arma, matéria para o espírito :: compassos musicais desintegram um modo antigo, um mau termo para eternas aflições :: o que era rito se aperfeiçoou :: não vou pagar a conta do analista, para nunca mais saber quem eu sou :: daqui a pouco o sentido perfeito da maior elucidação até então atingida, via revelação da contracultura, se apruma e recupera todo um perfume :: as bodas com a religião da revolução cultural :: menos drogas, mais piedade e costume, alucinação dentro dos intentos, bondade explícita, como que tirada de uma costela de adãO, um barro antigo, onírico, placentário, íntimo do olho divino :: (03 out 19>> ((diante da observação de que o mito de um universo desconhecido, a ser descoberto, em expansão eterna, sempre trazendo a novidade, pode ir aos poucos sendo absorvido por uma parte, ao menos da população mundial, em um rito de dessacralização da cultura por meio da arte :: constatação acentuada pela leituras dos artigos sobre mangue beat e a entrevista com kiko dinucci, quando se sobressai a informação do lento processo de recriação das "viagens" musicais, em um contexto e uso e ressignificação de matérias-primas significantes disponíveis do mundo inteiro, num uso e abuso da mulher NESSE SENTIDO, e não em outro, como deslocamento absoluto da sexualidade para a arTE, e esclarecimento gradativo da população, perpretado por uma espécie de NOVO iluminismo :: nesse sentido, o tropicalismo, o manguebeat, o antropofagismo, a vanguarda paulista, são elementos icônicos :: estaria aqui aquela ideia do bRAsil como celeiro cultural a partir de sua verdade totêmica (é tanta planta e tanto bicho, que faremos os estados unidos corarem de vergonha) :: que totens seriam esses? :: etéreos? :: penso na poesia de paulo leminiski, como estado de iluminação graças a essas forças mágicas de descrucifixação, no rito indígena de cada um virar estrela ::seria como o lento progresso da constituição de uma espécie de trupe?
"Dadas as características das culturas urbanas nas metrópoles brasileiras (mas não exclusivamente destas), pode-se dizer que suas paisagens sonoras se encontram marcadas pela cultura internacional-popular, contando, no campo musical, com uma presença intensa dos géneros mundializados, destacando-se o rock, o pop, o funk e outros géneros daí derivados como o hip-hop, o ska, o dub. Em síntese, destaca-se um conjunto de géneros musicais que valorizam o ritmo, o pulso, a batida e que apresentam suficiente plasticidade para serem adaptados aos contextos locais, seja nas suas versões “canónicas” ou por meio da produção de novas formas híbridas. Muitos estudos já têm destacado a plasticidade e as possibilidades de apropriação do pop/rock em contextos locais, género que veio a se constituir num pano de fundo ou numa linguagem que, por estar no ouvido de todos, permite a comunicação translocal. Como sintetiza José Miguel Wisnik (1989: 98), o estado da música actual é de simultaneidade: “O rock é a superfície de um tempo que se tornou polirrítmico. Progresso, regressão, retorno, migração, liquidação, vários mitos do tempo dançam simultaneamente no imaginário e no gestuário contemporâneos, numa sobreposição acelerada de fases e defasagens”. A dita “universalidade” do rock (e dos géneros seus tributários) está ligada ao facto de ele fazer parte da cultura internacional-popular e veicular, junto com a música, um conjunto de práticas, um repertório de sensibilidades, de expressões corporais e de emoções institucionalizadas. Estes traços se tornaram parte de um tipo de capital cultural e um habitus dominante no campo da música popular. Pode-se dizer que “a predominância global da estética do rock para fazer música local é uma manifestação primordial da lógica cultural da globalização” (Regev, 1997: 137). Assim, faz parte da própria dinâmica do rock a dialéctica entre homogeneização/padronização e heterogeneização/diversificação, que se dá, inclusive, pelo processo de incorporação de sonoridades locais ou de “etnicização” da música, como dizem alguns." (p. 12
otimismo com essa visão do rock, enquanto gênero mundial de alta plasticidade, que revolta, rebela, joga pedra, como no caso, agora, em demandas de antifascismo
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