quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

negro,
sou o rei

moderno
de fecundas

e obscuras
regiões

agrícolas,
quE a amÉrica

indíGena
aiNda culTiva,

metrificAdAs

peLo
pAdRoEiRo

negAdoR
do aRtifício

arTista :

sou

a pEnEirA
quE tuDo

puRiFica,

mesMo
a gUeRra,

qUe soNha-se

bondosa
e lenta,

coMo
uMa pRociSsão

míTIca.
soU nOva

reLiGação
hoMériCa,

dE um geSto
que peRdOa

o poLêMico
bem-EstAr

silVícolA.

teNho
teMpos

dA miSsa
em meU

aRdoR
de aDoração,

teNho a
peNúria

meLhoR,
mais líRica,

em lAboRes
sAborosos,

comO lAmbEnDo
a pEle

a pRocuRa
poR caRinhOs

animisTas.
paRado,

estEndO
o jEito naTuRal

bRasiLeiro
a uMa corporaLidAde

qUenTe
porQue sEntiDa

na inGênua
tocA da bEla

orNameNtaÇão
afRo-indÍgeNa.

qUero tOdos
oS mEios

prOgraMáVeis
em leItura

riCa
de riTos

da
rEde mundial

compIlAdora
de soNhos.

a arQuiTetuRa
simPles

de meu
viSioNário

iNtenTo
rEssoA

coMO
um

mITo
IngêNuo

de caFé,
áGua

e cHocoLate,
mIlhO,

fesTas juNinas,
paNdeIros

e maLOcAs
musicAis

poRqUe
fElZes,

em um
pAís

raCisTa,
mas bRanco

de pAz
e sAcieDade

seReNa,

qUe sE

reInVenta
poRqUe

reSisTe,
em uMa

bRanda
comunhÃo

poDerOsa
de beLeZas

foliãs.
na doR

deSsa
lIturGia

riGoRosa
do bRinCar

de maínhaS,
machos liVres

e teNdas
pantEístas

encOntrA-se
a  naTureZa

maIs íNtima
do riCo

bOrDado
bRasiLeiro,

leGalMente
foRmoSa

e eXposiTiva
da fOrça feMininA,

abRindo
seGredoS

de uMa
viDa leNdáRia,

onDe a
muLher é bEnTa

de aRdoRes,

sEm seR
prosTituída.



as forças do amor à terra nos impregnam, eu afoito não, eu fermento, observação, olho aberto, sentir a lucidez do eterno, forças permanentes, mesmo que fugidias

 se amplio o som, isolando-o, posso ampliar o que o coração sente, o coração ouvido, captar amor em tudo, meu coração coração apaixonadíssimo frequentemente abafado amassado pouco audível

a benção de um recato, lampadazinha acesa, leve, sagrada, campanário cruzado :0 a cara do palHaço, sua boca fazendo uM ó, fazendO hora, uma hora bem generosa e requinTada ()) cara de lua, lampiãO da esquina, ó lua noVa, ó luz inteligenTe (( coMo pode a porçãO carnal ser tão bem trabalhada espalhando benfazejos olhares, misturando sagacidades que remoçam e encantam :) estou a ponto de um sentimenTo amigo à milton nascimento, esPalhando sorrisos, vulCão de ternura e boas setAs em direÇão à leiturA de um sacraMento (( há no venTre meus filhos, há na paisagem um toque que distancia e atrai olhaRes :: há um leve oloR de ervAs cheiroSas e cristalinAs flores :: um circo, um mágico, um quenTe regato, um ataBaque humaNo refeiTo

** de 2015

crítica episteMológica

no ano de 2525, a capoeira brasileira finalmente fará parte, nas escolas, não do currículo, mas da sua concepção inteira,

dialetizando áfrica e ciência ::  e me deixando enfim satisfeito no que diz respeito a aspirações que tenho sobre

que rumos devem tomar a educação e o conhecimento :: ((rsrs

** de 2015
existem ruínas
que fixam
pontos
móveis
para
o pensamento,
e
essas
virulências
dançam,
pulam,
correm,
atordoadas
e atordoantes ::
existem
laços
com
mil arqueiros,
folias
a cujo
acesso
o rito
é de dioniso,
e eles
falam,
e eu
corro,
e me
lambem
com olhos,
e receber
tais
flechas
é bom,
não me
pagam
em dinheiro,
apenas
dínamo
e poesia ::
um bebê abre os caminhos
para o segredo
da bondade ::
suas formas
puras são pura
diversão,
e tudo anima
a vontade
de sermos
palhaços
e todos ficamos
bobos ::
quando a
ju-ventude
amplia
nossos
corações,
o jeito
dos anjos
nos acode
para formar
bons entrosamentos ::
sacode
todos os
transtornos,
e habitamos
novos
ares ::
ao caetano,
meu netinho,
boas-vindas! ::

junto com a flora
de outros países,
eu e o caetano,
meu netinho,
e nenhum
respeito por
pouca bobagem ::
graças a dEus,
uma ju-ventu-de
amiga, a juntar
boizinhos, brincar
com um
carro preto,
coisas comuns
nesse tempo
ativo em que
se não vai mais
na missa ::
bondade abre
caminho :: o bem
sabido
amor também
bota bolinhas
coloridas :: nenhum
sapato
escuro, nenhuma
calça
preta,
nenhum cacique
fumando
charutos,
e assim
eu me torno
avô ::