agrícolas, quE a amÉrica indíGena aiNda culTiva, metrificAdAs peLo pAdRoEiRo negAdoR do aRtifício arTista : sou a pEnEirA quE tuDo puRiFica, mesMo a gUeRra, qUe soNha-se bondosa e lenta,
coMo
uMa pRociSsão
míTIca.
soU nOva
reLiGação
hoMériCa,
dE um geSto
que peRdOa
o poLêMico
bem-EstAr
silVícolA.
teNho
teMpos
dA miSsa
em meU
aRdoR
de aDoração,
teNho a
peNúria
meLhoR,
mais líRica,
em lAboRes
sAborosos,
comO lAmbEnDo
a pEle
a pRocuRa
poR caRinhOs
animisTas.
paRado,
estEndO
o jEito naTuRal
bRasiLeiro
a uMa corporaLidAde
qUenTe
porQue sEntiDa
na inGênua
tocA da bEla
orNameNtaÇão
afRo-indÍgeNa.
qUero tOdos
oS mEios
prOgraMáVeis
em leItura
riCa
de riTos
da
rEde mundial
compIlAdora
de soNhos.
a arQuiTetuRa
simPles
de meu
viSioNário
iNtenTo
rEssoA
coMO
um
mITo
IngêNuo
de caFé,
áGua
e cHocoLate,
mIlhO,
fesTas juNinas,
paNdeIros
e maLOcAs
musicAis
poRqUe
fElZes,
em um
pAís
raCisTa,
mas bRanco
de pAz
e sAcieDade
seReNa,
qUe sE
reInVenta
poRqUe
reSisTe,
em uMa
bRanda
comunhÃo
poDerOsa
de beLeZas
foliãs.
na doR
deSsa
lIturGia
riGoRosa
do bRinCar
de maínhaS,
machos liVres
e teNdas
pantEístas
encOntrA-se
a naTureZa
maIs íNtima
do riCo
bOrDado
bRasiLeiro,
leGalMente
foRmoSa
e eXposiTiva
da fOrça feMininA,
abRindo
seGredoS
de uMa
viDa leNdáRia,
onDe a
muLher é bEnTa
de aRdoRes,
sEm seR
prosTituída.
as forças do amor à terra nos impregnam, eu afoito não, eu fermento, observação, olho aberto, sentir a lucidez do eterno, forças permanentes, mesmo que fugidias
se amplio o som, isolando-o, posso ampliar o que o coração sente, o coração ouvido, captar amor em tudo, meu coração coração apaixonadíssimo frequentemente abafado amassado pouco audível
a benção de um recato, lampadazinha acesa, leve, sagrada, campanário cruzado :0 a cara do palHaço, sua boca fazendo uM ó, fazendO hora, uma hora bem generosa e requinTada ()) cara de lua, lampiãO da esquina, ó lua noVa, ó luz inteligenTe (( coMo pode a porçãO carnal ser tão bem trabalhada espalhando benfazejos olhares, misturando sagacidades que remoçam e encantam :) estou a ponto de um sentimenTo amigo à milton nascimento, esPalhando sorrisos, vulCão de ternura e boas setAs em direÇão à leiturA de um sacraMento (( há no venTre meus filhos, há na paisagem um toque que distancia e atrai olhaRes :: há um leve oloR de ervAs cheiroSas e cristalinAs flores :: um circo, um mágico, um quenTe regato, um ataBaque humaNo refeiTo
no ano de 2525, a capoeira brasileira finalmente fará parte, nas escolas, não do currículo, mas da sua concepção inteira,
dialetizando áfrica e ciência :: e me deixando enfim satisfeito no que diz respeito a aspirações que tenho sobre
que rumos devem tomar a educação e o conhecimento :: ((rsrs
** de 2015
existem ruínas
que fixam
pontos
móveis
para
o pensamento,
e
essas
virulências
dançam,
pulam,
correm,
atordoadas
e atordoantes ::
existem
laços
com
mil arqueiros,
folias
a cujo
acesso
o rito
é de dioniso,
e eles
falam,
e eu
corro,
e me
lambem
com olhos,
e receber
tais
flechas
é bom,
não me
pagam
em dinheiro,
apenas
dínamo
e poesia ::
um bebê abre os caminhos
para o segredo
da bondade ::
suas formas
puras são pura
diversão,
e tudo anima
a vontade
de sermos
palhaços
e todos ficamos
bobos ::
quando a
ju-ventude
amplia
nossos
corações,
o jeito
dos anjos
nos acode
para formar
bons entrosamentos ::
sacode
todos os
transtornos,
e habitamos
novos
ares ::
ao caetano,
meu netinho,
boas-vindas! ::
junto com a flora
de outros países,
eu e o caetano,
meu netinho,
e nenhum
respeito por
pouca bobagem ::
graças a dEus,
uma ju-ventu-de
amiga, a juntar
boizinhos, brincar
com um
carro preto,
coisas comuns
nesse tempo
ativo em que
se não vai mais
na missa ::
bondade abre
caminho :: o bem
sabido
amor também
bota bolinhas
coloridas :: nenhum
sapato
escuro, nenhuma
calça
preta,
nenhum cacique
fumando
charutos,
e assim
eu me torno
avô ::
sábado, 22 de novembro de 2025
tocar no mundo
como um tam
bor de coração, o parto
de meu ouvido arr
umou tudo, u
m hiper aviso sono
ro, bateristico, carnav
alesco, se formos repara
r, tudo batuca e acende
, tudo é batucavel e an
imadinho-aceso
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
sou a bactéria em sua vida microscópica, con ganhos por milímetro de satisfação encontrada no chão do desejo, por perceber, estiva do no bosque de possibilidades infinitas, todas a serem conquistadas con a segurança de quem localizou um eterno manancial produtivo de cortejar uniões, não perco nada , tudo é pele que suave sinto numa onda de percepções artística
sou qualquer ser que habita até mesmo os murmúrios dos lugares, se uma pedra delicada numa esquina me toca, entra para meu livro amoroso, tenho corpo quente da quentura que se abre para ler o fluxo dessa vida quente, presenTe, passado, futuro, lenta emoção que assimilo, trituro, rumino, e vou querendo essa luz, esse saber, com toques de vontade ancestral, um inseto, um anjinho, neto de uma necessidade simples de aprender tudo, uma potência de Nietzsche, e sonhar com um só hábito de amar, santa bactéria ancestral!!!!
é bom irmos acordando aos poucos :: as massas vão ficando inteligentes, por abandonarem posições arrogantes, em uma elucidação do corpo :: o corpo enquanto arma, matéria para o espírito :: compassos musicais desintegram um modo antigo, um mau termo para eternas aflições :: o que era rito se aperfeiçoou :: não vou pagar a conta do analista, para nunca mais saber quem eu sou :: daqui a pouco o sentido perfeito da maior elucidação até então atingida, via revelação da contracultura, se apruma e recupera todo um perfume :: as bodas com a religião da revolução cultural :: menos drogas, mais piedade e costume, alucinação dentro dos intentos, bondade explícita, como que tirada de uma costela de adãO, um barro antigo, onírico, placentário, íntimo do olho divino :: (03 out 19>> ((diante da observação de que o mito de um universo desconhecido, a ser descoberto, em expansão eterna, sempre trazendo a novidade, pode ir aos poucos sendo absorvido por uma parte, ao menos da população mundial, em um rito de dessacralização da cultura por meio da arte :: constatação acentuada pela leituras dos artigos sobre mangue beat e a entrevista com kiko dinucci, quando se sobressai a informação do lento processo de recriação das "viagens" musicais, em um contexto e uso e ressignificação de matérias-primas significantes disponíveis do mundo inteiro, num uso e abuso da mulher NESSE SENTIDO, e não em outro, como deslocamento absoluto da sexualidade para a arTE, e esclarecimento gradativo da população, perpretado por uma espécie de NOVO iluminismo :: nesse sentido, o tropicalismo, o manguebeat, o antropofagismo, a vanguarda paulista, são elementos icônicos :: estaria aqui aquela ideia do bRAsil como celeiro cultural a partir de sua verdade totêmica (é tanta planta e tanto bicho, que faremos os estados unidos corarem de vergonha) :: que totens seriam esses? :: etéreos? :: penso na poesia de paulo leminiski, como estado de iluminação graças a essas forças mágicas de descrucifixação, no rito indígena de cada um virar estrela ::seria como o lento progresso da constituição de uma espécie de trupe?
"Dadas as características das culturas urbanas nas metrópoles brasileiras
(mas não exclusivamente destas), pode-se dizer que suas paisagens sonoras
se encontram marcadas pela cultura internacional-popular, contando, no
campo musical, com uma presença intensa dos géneros mundializados,
destacando-se o rock, o pop, o funk e outros géneros daí derivados como o
hip-hop, o ska, o dub. Em síntese, destaca-se um conjunto de géneros musicais que valorizam o ritmo, o pulso, a batida e que apresentam suficiente
plasticidade para serem adaptados aos contextos locais, seja nas suas versões
“canónicas” ou por meio da produção de novas formas híbridas. Muitos
estudos já têm destacado a plasticidade e as possibilidades de apropriação
do pop/rock em contextos locais, género que veio a se constituir num pano
de fundo ou numa linguagem que, por estar no ouvido de todos, permite
a comunicação translocal. Como sintetiza José Miguel Wisnik (1989: 98),
o estado da música actual é de simultaneidade: “O rock é a superfície de
um tempo que se tornou polirrítmico. Progresso, regressão, retorno, migração, liquidação, vários mitos do tempo dançam simultaneamente no imaginário e no gestuário contemporâneos, numa sobreposição acelerada de
fases e defasagens”.
A dita “universalidade” do rock (e dos géneros seus tributários) está
ligada ao facto de ele fazer parte da cultura internacional-popular e veicular,
junto com a música, um conjunto de práticas, um repertório de sensibilidades, de expressões corporais e de emoções institucionalizadas. Estes
traços se tornaram parte de um tipo de capital cultural e um habitus dominante no campo da música popular. Pode-se dizer que “a predominância
global da estética do rock para fazer música local é uma manifestação primordial da lógica cultural da globalização” (Regev, 1997: 137). Assim, faz
parte da própria dinâmica do rock a dialéctica entre homogeneização/padronização e heterogeneização/diversificação, que se dá, inclusive, pelo processo de incorporação de sonoridades locais ou de “etnicização” da música,
como dizem alguns." (p. 12 otimismo com essa visão do rock, enquanto gênero mundial de alta plasticidade, que revolta, rebela, joga pedra, como no caso, agora, em demandas de antifascismo
a menina se enfeita
a sombra de nossa senhora
ali vejo senhora, sombra, benta aurora,
branca e aberta, a sagacidade
sonora de um signo que se oferta
quinta-feira, 23 de outubro de 2025
tocar no mundo como um tambor de coração, o parto de meu ouvido arrumou tudo, um hiper aviso sonoro, bateristico, carnavalesco, se formos reparar, tudo batuca e acende, tudo é batucavel e animadinho-aceso
sábado, 18 de outubro de 2025
os lugares seguros por onde andamos,
o medo de amar
já que o amor é tolo
e complicado
tudo isso
junto
@@@
minha tela é única,
cinema particular
em que vivo
como um inseto
imperceptível,
ninguém
adivinha
sonhos que
estou
tendo,
sonho
com a
verdade
brasileira
aborígene
ancestral
que o mato
e a matilha
amando
meu sereno
ser
me
ensinaram,
olho cinemas
caboclos
como quem
ar respira,
negando
os pensamentos
odiosos
que todo
mundo
leva junto
de si
sábado, 11 de outubro de 2025
o fascista
é o prazer imediatisTa absolutista
não ser fascista é prazer que sonha, por séculos,
uma esperança por tudo que alivia a dor e que só acontece numa lenta construção (e que se pode chamar amor)
não fascismo fecundado pelo hábito de costuras milenares, civilização escrita eternamente reescrita
sempre volto a um dEus que, sem me reprimir ou sobrecarregar, me torna cônscio de sua vontade esplendorosa
13 ago. 19
LEitura de trecho sobre lanceiros negros :: p. 66, trecho que cita a análise de foucault sobre a existência invisível de indivíduos marginais :: rito com pandeiro :: celebração do instinto de vida, princípio do prazer, a partir da leitura de marcuse :: p. 44 :: celebra-se a discreta alforria proporcionada pelo samba :: a ritualidade fornece o contato com a energia do preto velho, que se aproxima da ideia de um falo antigo africano que também assume a forma de uma árvore ou um passarinho ::
a intensificação do prazer pode ser procurada em todas as formas que, dando prazer, saciam o instinto de vidA :: a ritualizaçÃo promove o negro, já que é negro quem, sendo privado, precisa intensificar suas poucas chances de vida, ao máXimo >> como produziR uma belA postagem... :: aqui comparece o indivíduo invisível, alforriAdo :: a árvoRe é iroko :: no bloG, ritualização :: a bela passagem de fAlo à árvore :: a árvore, que se ergue, eriçaDa, em direção ao soL, a um ser de brilho ou luZ :: a elevação de uma existÊncia :: sua oferTa como sacrifíciO no altar da vida massanTe na cidadE ::
na vida do artista quase não há espaço para frivolidades :: tudo lhe deve ser fatal, e deve ocorrer como se fosse um momento vivo, orgânico, original :: o artisTa com desâniMO não entrega sua alma para aprender com o valor anônimo e popular que há no jeito das coisas :: não senTe o que lhe reserva uma visão misteriosa do muito que há em tudO :: existem mundos a nos observar não resolve estudar nem a política, nem a economia :: interessa estudar a epistemologia :: a crise é de conhecimento :: é preciso retornar ao feminino :: o resto é fugir da realidade :: trump e bolsonaro estão aí para provar isso :: o controle das duas maiores democracias do ocidente nas mãos de dois porcos machistas, com uma catástrofe ambiental (o aquecimento global) à espreita, tem esse profundo e sincero significado: nos ajudar a encarar com maior êxito a difícil transição civilizacional rumo ao fim do patriarcado ::
rói a espeRança dentrO de mIm : soU caSado, e amO meU caSamEntO, quE um diA há de se tor- nAr um caSameNto uni- veRsaL : @ 15 ago 13, facebook pra tocar na banda, duas mariola e um cigarro iolanda :: ode à simplicidade, busca da beatitude :: precisamos dela :: está tudo no inconsciente retratado, por exemplo, por glauber :: bolsonaro versus lula adoniran 18 ago. 19 a negra ama jesus: percepção lentamente valorizada do amor brasileiro agreste :: rito ovariano onírico e negro :: paixão e sociabilidade dionisíacas comungadas por dona deuSa (sílvia goulart) e o boi arteiRo (marcus minuzzi) :: a verdade xamânIca da guerra apruma nossas corações antigos e dispostos a tudo contra o fascismo :: poemas, análises, amores pictografados :: elegia ao sertão artístico :: "paulo freire não estudou em harvard, é harvard que estuda paulO freiRE" aqui tenho o maior critério com quem duvida das minhas hastes :: hastes: comunicações com o sagrado :: dose de loucura :: dose de loucura :; dose de loucura :: dose de loucura :: dose de loucura :; dose de loucuradose de loucura :: dose de loucura :; dose de loucuradose de loucura :: dose de loucura :; dose de loucuradose de loucura :: dose de loucura :; dose de loucuradose de loucura :: dose de loucura :; dose de loucuradose de loucura :: dose de loucura :; dose de loucuradose de loucura :: dose de loucura :; dose de loucuradose de loucura :: dose de loucura :; dose de loucuradose de loucura :: dose de loucura :; dose de loucuradose de loucura :: dose de loucura :; dose de loucuradose de loucura :: dose de loucura :; dose de loucura
a mesma razão delirante que induz ao uso da droga é a que leva à destruição da amazÔnia :: a vida requer imensa compreensão :: seu manancial imenso de bondades em direção ao humano ser pode, com paciência, ser aproveitado :: a amazÔnia é a casa do sonho :: tudo o que nela vive produz milhões de anos a frente, gera o futuro :: na pressa de consumi-la está a mesma fraqueza masculina que não impede a proteção da vida em qualquer âmbito :: está a associação ao bordel, uma literatura barata de inclusão no reino dos céus, porque vê no :: na amazônia, sem pressa, estarão fórmulas secretas de solução para a espacial corrida, toda a matemática de uma eterna medicina, seja para o corpo, seja para alma :: a solução da música pop ::a amazônia guarda tesouros nítidos e o fim da culpa :: é precisa uma sabedoria de mil homens sábios para não perder-se em sua ternura, sem ser consumido :: quem vai até o centro da imensidão da floresta, igual não volta :: bolsonaro, impulsivamente, quer destruir toda essa vida porque tem medo da escola :: no centro da floresta, estão plantas que dão proteção, estão folhas professoras, maestras, como dizem sonoridades ambíguas de retribuição lírica ao que houve no encontro da velha europa como vasto mundo indígena :: estão soros antiofídicos para a desopressão do diaadia :: amazônia, metáfora para o dito e o não dito :: nela, o português lírico, com sua lira e sua sífilis, se perdeu e se encontrou ::
no eremita um contraponto à bolsonaro :: no xamanismo ocidental, nesse oriente que desconhecemos
o desgaste que leva o cidadão comum a uma produção de hollywood, que o leva a ser dela uma espécie de refém, com suas cada vez mais sofisticadas interpretações um tanto imbecis da vida :: uma cidade assim, com mentes desgastadas, se consumando em refeições pouco luminosas :: será um efeito retardado da sina da escravidão? :: como não pensar, diante disso, em estratégias de resistência cultural? ::
Apaches, Punks, Existencialistas, Hippies, Beatniks De todos os Tempos Uni-vos:: como não opor ao costume difundido pela américa hipócrita, neoliberal e conservadora, o rito de uma união entre todas as utopias tribais que, intensificadas pela atual tensão que a extrema direita causa, talvez tenha o poder de libertar uma consciência, uma única consciência, que seja ::
:: na guerra da resistência cultural, travada com o recurso da internet, está o perfume da dEusa, a beleza enigmática de seus olhos estranhos, que nos concebe como uma espécie de mártires do conhecimento, como uma espécie de outra galáxia em formação, onde o novo, mesmo oscilante, se expande em total amorosa revelação ::
>::< ++ o desgaste que leva o cidadão comum a uma produção de hollywood, que o leva a ser dela uma espécie de refém, com suas cada vez mais sofisticadas interpretações um tanto imbecis da vida :: uma cidade assim, com mentes desgastadas, se consumando em refeições pouco luminosas :: será um efeito retardado da sina da escravidão? :: como não pensar, diante disso, em estratégias de resistência cultural? :: >::< ++ >::< ++ >::< ++ "apaches, punks, existencialistas, hippies, beatniks de todos os tempos, uni-vos", como acentuou mestre caetano :: >::< ++ >::< ++ como não opor ao costume difundido pela américa hipócrita, neoliberal e conservadora, o rito de uma união entre todas as utopias tribais que, intensificadas pela atual tensão que a extrema direita causa, talvez tenha o poder de libertar uma consciência, uma única consciência, que seja!!! :: >::< ++ >::< ++ >::< ++ :: na guerra da resistência cultural, travada com o recurso da internet, está o perfume da dEusa, a beleza enigmática de seus olhos estranhos, que nos concebe como uma espécie de mártires do conhecimento, como uma espécie de outra galáxia em formação, onde o novo, mesmo oscilante, se expande em total amorosa revelação :: >::< ++ publicado facebook, negra e perfilmarcus, dia 26 e 27 ago 2019 o meu método para uma compreensão renovadora do bRasil é o de perceber a fundo a escravidão :: escravidão sentida na pele, para reativar memórias ancestrais do abismo em que os africanos e indígenas foram lançados ao serem submetidos às necessidades mercantis de colonialismo europeu :: navio negReiro, ancesTral, imediatamente colAdo à barriGa da mamãE áfrica :: floresta devastada, induzindo os saberes originais da américa, ornada de beleza aborígene :: milaGre da civilização :: não é fácil ser escRavo :: não é fácil saber-se escravo, do tipo brasileiro, imbricado ao carnaval e à favela, com todas as implicaçõEs desse processo etnocida, que o brasil procurou reverter mais significativamente a partir dos governos de lULa e dilma :: a invisibilidaDe social :: o trabalho pesado ativador da riqueza não sua, mas de outrem :: a discriminaÇão e a pobreZa material :: na exacerbada agruRa que gera essa condição, o vínculo extraterreno com espacialiDades realizadoras do igualmenTe exacerbado encantamento produzido pelas forças redentoras inconscientea :: rodas de brincadeiras e de colorido rodução artístic a :: delíciAs do sabor :: sensualidade sem culpa e amorosa :: nada mais nada menos que o fim da própria escravidão espiritual :: o surgimento da própria brasilidade :: e algo talvez ainda mais supreendente: a relação íntima da vida, manifestada desde essa perspectiva, com a condição feminina, também marcada, desde tempos imemoriais, a traços definidores de um estado de dor e submissão :: de onde se pode concluir que não que existe coisa mais absurda e mais poderosamente fecunda do que ter seu destino atado a um conceito amplo, abstrato e irrevogável como o do eterno navio negreiro que induz a configuração disso que chamamos de cultura bRAsileira :: bolsoNaro vem para referendar esse processo :: imagino que sim :: nosso futuro provavelmente mostrará que nada é mais importante para o compreender o bRAsil que a natureza cruel de nossos algozes :: nós, enquanto sociedade, éramos crianças mimadas, por assim dizer, em termos em termos de escravidão, até bolsoNaro surgir, ato dramático o suficiente reativar nossa índole maior, a de interesse pelo cultivo de negritudes e indianidades :: ele vem louco como o cão eterno da anticivilização, querendo roubar a amazônia, em um ímpeto de destruição somente comparável a dos maiores monstros que a espécie humana foi capaz de produzir :: com isso, colorirá ainda mais a nação :: milhões de cocares despontarão sobre nossas cabeças, brotados do amor à vida brutalmente vilipendiada, como nunca ameaçada e lançada no absurdo da existência proposta pelos supremacistas brancos ::
<}]]}> o heroísmo humano depende da existência de monstros do tipo bolsonAro, trumP e
todo supremacismo branco imperialista da europa e da américa do norTE :: ++<>
03 set 19 sempre dá tempo de plantar uma flor ::
a beleza e a fealdade não seria alternações de um mesmo espírito trocista, ou xaradista
vivemos um tempo único de reviver o que somos :: (foto de índio)
sendo a guerra um elemento obrigatório da humanidade, provavelmente a internet vem para que o planeta não seja destruído por nossas naturais e necessárias desavenças ::
a negação da vilEza elaborada a partir de sonoridades místicas :: o mal combatido com
aproximações ao reino ép
ico das leituras de galáxias distantes :: #reviverapsicodelia
na sua farta maioria, os homens casam-se e, passado um tempo, se cansam de suas esposas, direcionam a busca do prazer sensual para novas possibilidades, geralmente uma mulher mais jovem :: como é comum esta situação, com a qual nunca me identifiquei :: estar assim é transitar na região vulgar de uma masculinidade que para mim é inóspita :: as intensas dedicações ao estar noivo, casado, retirado para um esconderijo nupcial, onde se produz a família, a casa, o futuro, a utopia :: esse sempre foi o meu âmbito, minoritário, resguardado
https://www.youtube.com/watch?v=y-E7_VHLvkE
diante de um projeto de total maldade, precisamos de um projeto de maturidade bondosa
17 set
rio poluído, lava, paradoxalmente, nossas almas :: no seu fluxo recebemos cortes, pessoas, talhos, moedas ::
29 set 19
todo impulso assassino é uma tentativa de redução de complexidade, por ser a complexidade um método de renovação ::
<><<
tenho uma falta de popularidade que é estrutural :: por ser mítico, afeito à ruminações filosóficas, nunca me tornei parte do que se gosta facilmente :: sempre procurando epifanias em coisas perdidas e desconsideradas :: sempre avaliando a chance de um foco menos evidente :: por seu ardor intenso, sua constante presença, seu facho incandescente, o senso comum me joga numa espécie de lugar quase absoluto de invisibilidade :: a constatação dessa pura realidade, passado um certo amargor, gera dentro de qualquer, imagino, a incitação da utopia perdida, o recolhimento ao lugar único e inexistente, o ultranicho, o sabor de chocolate apenas por mim pressentido, o saber apenas por mim pressentido, carreado pela imaginação sôfrega, de uma esquinas esquisitas do onirismo grudado aos passeios olimpicamente esquecidos da cidade :: acendo velas pros santos dessas esquinas :: acendo e carrego tochas, montado em nuvenzinhas de poeira mítica decorrente das explosões milenares causadas por encontros entre paixões e sonambulismos<< por sacerdócio, montado em alegorias, fonte-explícitas do reino :: bem tropeiro, bem ginete, bem soldado, bem apaixonado por minha m a mulher que amamos
acaba sendo
um repositório,
país
de rendas
e organicidade
de véus,
múltiplas
ilusões
tecidas
por amor
ao natural
dEus
da memóRia
humana
grandiosa
infinita ::
porque
mulher
não é obstáculo,
mas passagem ::
passagem
amiga,
difícil,
delicada,
imensidão
do ócio
dedicado
a um dilúvio
de olhos
que serenamente
sonham ::
casinha
em que mora
a menina,
distante,
na amplidão,
mil cidades
por construir,
cada uma
mais ambiciosa
que a outra,
cada uma
imitando
a força
de uma
floresta
amazônica ::
cada pessoa
do sexo
feminino
gera uma
complicação,
para nos
fortalecermos
em meio
a suas
querências
e não querências ::
seus
ardores imperceptíveis
e impaciências ::
nas malhas
deste jogo,
crescemos ::
o reativo
hábito masculino
de amenizar
esse
aspecto
do universo
feminino,
e aderir
a uma certa
superficialidade,
toda hora
querendo
trocar
de casa,
peca pela
medo a
essas
reentrâncias
filosóficas
específicas ::
é precisa
lidar com
agulhas
ou instrumentos
de alto
grau de
precisão
para secretar
pigmentos
corretos,
perfeitos
para ornar
o dia a dia ::
é preciso
trabalhar
no limite
do detalhe
e da minúcia,
é preciso
ouvir as
provas
entre cavaleiros,
as corridas
de arpejos
entre violonistas ::
é preciso
amar o
ser artista
e as provas
de picadeiro,
dominar
todas as astúcias (....)
12 out
há muitas forças a domar, no receio de negociar contatos com a cidade :: por isso, muitas vezes, é preciso como que desmaiar, para se esquecer o medo :: na floresta de transição ao encantamento encontramos ares produtivos, nesse sentido :: negociar com a cidade é estabelecer cupidos, ou enamoramentos, pois somente o amor é capaz de divertir-nos :: estou na paz, estou naquilo :: estou clarivivendo para alforrias conquistadas por anjos próximos e possíveis :: oyá me amou, anjo em cela de outorgada poesia :: estou polirritmado e sorrindo a esmo :: estou bonito e boníssimo :: (visão a partir do signo encarnado na novela :: o ator de televisão ou teatro consegue, porque disposto e ensaiado, manifestar os gestos, que, no cotidiano corriqueiro, comum, tantas vezes se calam)
@@@@@@@@@@@@@@@ 13 out 19
ser brasileiro é se acostumar à presença infinda do algoz :: o algoz sem limite, aquele que nunca se extingue, que sempre
estará ali para nos matar, torturar ou escravizar :: a brasilidade forma-se nessa costura :: quando getúlio varGAs morreu, ali estava o algoZ, sob a pele
de carLos lacerda :: depois, um tanto invisível, na morte de tanCredo :: agora, escancarado, sem pena, famigErado, nas faces da família
bolsoNaro ::
da multiplicidade de formas que assume o jeitinho bRasileiro,
esse acostumar-se ao suplício da presença do algoZ talvez seja a mais representatiVa :: a aleGria é a proVa dos novE, já falou um antropofagisTa :: durma-se com um baruLHo desses :: quem não for
feliZ agora, não o será nesse encarnação, pois, se em 520 anos, ainda não deixamos de ser colônia do império,
não será amanhã ou depois que deixaremos :: luLa está preso, e ele mal havia começado a botar nossas manguinhas
de fora, quando essa tirania implacável, mais pura contraface do famoso jeitinho, resgatou-se a si mesma ::
eu choro muito :: nas senzalas dos poemas de castro alVes, a mãe do menino que será roubado de seu colo para
servir durante toda a vida aos algoZes muito se restitui em um caudal de lágrimas :: e assim,do mesmo modo que se converte água em vinho, na parábola cristã
para o milagre da transubstanciação, o bRasil moleque faceiro transforma favela em pentacampeonato mundial
os governos do pT, especialmente a figura inteligente e conciliadora de luLa,
são a indicação ritual de que a revolução no bRasil só pode ser um processo lento e gradativo ::
aliás, alta e misteriosamente lento e gradativo :: #lulalivre
imaGens :: carro de boi; e luLa com o povo, por ricArdo stuckert
23 out 19
talvez minha principal função no mundo, diante da coletividade, seja a de desenvolver o humano encantamento,
a riqueza no sentir, da qual depende, de maneira fundamental, a fé e a eperança no futuro :: permito-me a emoção
perante a pobreza e a riqueza de tudo :: busco a emoção, perturbo-me quando ela se mantém oculta, latente,
proibida, censurada, recalcada :: muito sangue e oxigênio olho d'água :: meu nome é olho d'água, minas de brotação ::
para lembrar, para rever, para localizar no fundo de nós mesmos a imensa alegria da união com o infinito ::
25 out 19
assistindo a um documentário sobre engenheiros do hawaii, produzido pela rbs, em 1990 :: há lembranças
que doem :: mas a mais harmoniosa de todas foi pensar que meu amor por alguém (alguém abstrato) se formou
nesse âmbito sócio-cultural-estelar :: e que ali, portanto, meu sentido de preservação, formando-se, projetou
logo em seguida um futuro, realizado no corpo de meus três filhos, próximos passageiros dessa grande ilusão ::
que ilusão, que amável realização do susto que é providenciar nossa própria continuação enquanto espécie ::
e eu aqui, agora, ainda assim preocupado com meu fazer e meu deixar, meu amor ótimo e prazeroso, sem
espaços para desilusão ::
ps :: talvez porto alegre fosse um pouco chata também, assim como não simpatizo totalmente com meu entorno atual ::
nunca é o lugar, na verdade, mas a relação que estabelecemos com esse lugar :: agora, vivencio o estar por
debaixo, e nunca por de cima :: também atrasado e apenado, amigo da intimidade com bandeiras frondosas
enxarcadas de sangue ::
04 nov
apaixono-me por
tapeçarias,
peças de realidade
volátil
indígena,
tudo aquilo que
favorece o amor
cego antigo,
porque merecido,
xamã ::
um líquen,
uma esposa,
um sonho,
tudo aquilo
que sonha,
por serenar
tantas forças
de doer,
milenares ::