quinta-feira, 17 de setembro de 2015

infErno

precisamos criar monstros, para que nos tornemos o contrário do que eles são :: para que reflitam nosso

lado obscuro, sempre em comum acordo com a divindade pura que nos guia, de bom coração, rumo
ao lembrado, ao glorioso, ao mundo possível de ser vivido, sem ruindades :: o mais portentoso de

nossos
monstros talvez venha sendo a própria sociedade industrial, com seus tentáculos invasores, que estrangulam,

asfixiando, a bondade e a pureza de nossos lares :: com suas rotas de diversão burra e intoxicante,
com seus luxos de ostentação absoluta e sem conteúdo :: com seu comércio de venenos e plásticos ::

agora que esse tipo de forma monstruosa e aterrorizante nos ronda e invade até a medula, nos guiando
como fórmula mítica do mal, sinuosa, brejeira, o comércio também se ativa do desespero que há em
sentir

tudo isso, engulir tudo isso, regurgitar tudo isso :: um novo bebê humano, puro como o sal, haverá de
vencê-los :: um novo armazém de mercadorias folclóricas, bastante brandas, haverá de se erguer,

após longo período de aflição medidativa, a devolver o que foi consumido, sob a forma de novos selos ::

o comércio livre de humanos, com seus salários :: as trocas, as imposições, as loucuras, a confluência
de um alarido :: a nossa bestialização colossal enquanta massa ungida no rito da globalização colonial ::
o mentecapto daí surgido, e sua salvífica visão do paraíso :: seu chega, seu basta ao modelo desse
século, e do que havia chegado :: o negro santo e vivo :: o purificado ::



domingo, 13 de setembro de 2015

oswald dE andRade

o ""$""$  brasil é uma mi     
scigenação obrigatória, exi""$gindo sua auscultação, por uma alma rom



ântica sincera :: um só
<<<ppp>>>
peito, único, inigualáve@!
l, seria capaz de abrigar todo esse sentimen

to, um repertório praticamente infinit@!o de definições sobre

como ser :: nossas mai
s famosas ilustrações, intituladas como resu

ltantes dos dois movimentos antropofágicos,                 @!@!@!

lançam luzes sobre um caboclismo""$ misterioso, suave, sagrado :

: o que se bu""$scou com fo
rmas como brasília

ou a bossa nova :: por vezes tenho a 


sensação de que essa o@!@!@!nda se insinua, periodicame                     nte, sobretudo sob o aspecto





de comp@!    @!osições artísticas, como flechas atir
adas de uma caba
na sagr
                                                 @!ada, sempre
 exig
indo da
 alma do
s adoradores

de nosso panteã
o algo mais - "criatividade até a morte", e esse é o verdadeiro grito do ipiranga :: nesse mundo

que é um moin
ho, que não n



os falte o alim       ento :: que nunca ca

nsemos de nos reinventar :: sendo essas

voz
<<ddd>>             es e gritos com    o presentes

 de maRia, como aliment

ação para jesus cristo :: ma
ria fazendo""$ cois
as maravilhosas, cruzando-se com iema   njá em 
uma gira cigana ::

e os mênstruos vora                  zes, da menina sacrossanta,

emitem ordens sussu        rrantes, que g<<ddd>> eram          ninhos, onde se colo         cam ovos, nossos filhos :: dentro dessa auscultação do templo,


que ondula possantamente, eu cresço e me alivio :: ó repente        sa
grado :: hoje estou de aniversário :: quem

vai ser          comido pela furiosa janta canibal brasileira, 
a assi


<<ddd>> milar coraçõ
es, corpos e mentes? :: ó janta canibal! ::


e quem será um novo tiradentes? :: e com quantas partes
 s<<ddd>> e faz um chico buarque? :: até onde 
gil e caetano


 for    am capazes de o          uvir? :: e por que tanto tempo
<<ddd>>  para re

<<ddd>> ddd>> 

<<ddd>> <<d
dd>> <<ddd>> <<ddd>> <<ddd>> 

almente compre
ender oswald de andrade? :: acho bem

que nós somos uma        oferta, regulada pe        lo comércio internacional :: esconde-se a cabana, funda-se a escola,

pobrezinha, desolada :: e o fulgor indí      gena vem apenas beijar de lev
e nossas imagens de santos, nosso já

antigo catolicismo :: quero iaiá, e quero 
ioiô :: quero mais atabaques em me<<pp))<<pp))<<pp))u quarto, banana e feijão :: e assim,

acendendo uma vela à

 anja costuradeira, virgem nossa, que trama nosso

s requintes e nossas horripilantes

desgraças, que                 <<pp))                 <<pp))                          <<pp))


ro que a b
andeira da bon
dade brasileira se desfralde :: o olho místico imp
erioso, que for
mu
lo
u
(00)
(00)o carnaval, prec
@!isará ajeita
r os bregan

ejos, os hipócrit
as, os sensíve
is, tudo em uma me
sma panela, a um tom

de rock e um gemido lancinante :: precisará vir uma nova vestimenta, impossível de ser imitada, breve



e irreconhecível, lança nova de caboclo, como
determinou ch
ico science :: e ne
sse país, q
ue se constró
iauditiva
mente, vam
os nos querendo menos assas <<pp))



sinos e
 mais contu                      <<pp))
mazes persegui
    dores de um bom augúrio,

entendendo o repicar do sino, a 
sirene que adivi (00)nha o destino do ser
 humano ele mesmo, como previu oswaldo no manifesto

pelo fim do patriarcalismo e do comércio de negros ::

20 anoS

se eu pudesse,
novamente
teria 20 anos :: todas as
mãos se
erguem
para um menino
de 20 anos,
e ele
ferve :: oro
pelos
tópicos
urgentes
de nossa
cultura,
conforme a galáxia
de touro ::
oro
pelos mimos
que a
mim já
não mais
cabem,
às flores
a mim
trazidas,
à pelagem luzidia
do amor,
em seu broto,
em sua tenra
visão ::
mas estou
mais
sólido
agora,
mais gordo
na visão,
espumarada
de sangue
se espalhando
pelos
olhos,
sinal do sacrifício ::
bateram
com minha
cabeça em
um prédio,
até que desabasse
esse prédio :: reconheço
o lindo
sinal dos
pássaros mais
primitivos,
embalados
pelo
vocação
estelar indígena :: estou mais
sólido
que o bisonte,
sou o menino neto
de pablo picasso,
cabeça
de abrir
e destravar,
em uma destreza
brava
de olhos, para ver ::
ó meu amor
e meu mugido ::
a rês leva
léguas percorrendo
a biblioteca, é uma
decisão
ovariana :: e o mamar
no berçário
da cultura,
construindo
estrelas
para a ligação
com o céu ::
a terra gira em
torno do
céu no bairro
cristal,
onde o eu menino
nasceu,
em sua alvura ::
ele escorre
candura,
como um pote
de mel ::
escreve, lindo
e inteligente ::
olha o alvor
de todo um alvorecer,
antes
da bordoada tucuna ::
amanhece agora
segurando as cobras
da língua
em um rito
de assombrar
qualquer guri :: e quando
eu saía,
abençoando
as madrugadas,
aquilo era
o benzimento
e a cura de dioniso :
oro, duas,
três, quatro,
cinco, mil
vezes ::
marcus, te
ajeita,
leva livros
pra leitura,
na mochila,
esparrama
esses cabelos,
e sobe :: te injetamos
mil astros
e mil estrelas,
asteróides,
todo o lastro
que coube
na cabeça
de freud, mais
a teoria pré-darwiniana
formulada
pelo próprio
couro do
tambor aborígene, regulada
pelo fenomenologia
indiana ::
você é tão inteligente,
meu garoto ::
você é um fenômeno ::
por que a cultura
não se perde,
apesar de
seus fios
serem
tão tênues,
me segurando
tão pobremente para não cair
no espaço? ::
por que fui
colocado à beira
de um abismo,
para ver tudo
se deslocar,
e irem-se os anéis,
e irem-se
os dedos? ::
porque tenho
uma aliança dos que são
feitos à ferro
e doçura ::
delicatessen
dos anjos :: em um
ônibus
para a puc,
passava por muitos
pontos de porto
alegre, cada
região,
e o que nela habita,
o caldo
de cultura na cidade,
os cozinhares
e as passadas multiurbanas,
as confusões
e os batuques, os óleos
para passar
fim de semana,
da música,
e o fim dos ódios,
mantimento
para o selo
que barrava
a insânia :: em
muitas
dessas
viazinhas,
o cantinho
caboclo do acender
velas me
atiçando a visão
das vinhas
e dos cocares,
paizinhos e mãezinhas
e a decisão
sobre o bonito
agrado à mesa
do povo ::
marcus, és um
aborígene branco
cozinhado
para ficares
brando,
e os fios da
cultura me
voltam
a socorrer,
todo o
escorrer
das águas,
as cachoeiras
de encantamento
sobre a cidade ::
me tiraram os
olhos,
mas agora eu voo,
e em cada região
cega que
eu habito
há um nevoeiro
antigo
denso de diversidade,
a me engordar,
como mil
regimentos ::
e não há famecos,
puc,
que tivesse
me dado isso,
esses mil
olhos acesos
capazes
de espantar
o ódio,
a esperteza
de almoçar
e jantar
com zelo
e deixar-se
descansar
embalado
pelo sonho
coletivo
a olho
nu simplesmente
imperceptível ::
marcus,
tu não toca
guitarra ::
tu és o próprio
arpejo
da junção
dos pés
todos, que
consolam
a perturbação
geral
e o grande
mal feito ::
tu és o andarilho
do rejeito,
do que há
de estragado,
a personificar-se
em soluções
saudáveis
e amigas ::

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

blue skY

a fonte de "refresco" da tórrido tempo da sociedade industrial possui a presença marcante das sabedorias
aborígenes, negra e indígena, como nos casos do bRasil e, especialmente, esTados unIdos :: música
pop, nascedouro d
e um secreto caudal de sociabilidade :: quand
o essas sabedoriAs atingirem
o patamar mesmo de domínio, mesmo qu
e discr





eto, dos meios de produção, do modo como se determina
o aspecto financeiro e econômico da gira planetária, que, hojE em dia, produz ainda muita dor e escravidão,
então um signo materno d

e generosida
de e cordura tomará conta de tudo :: claro, revolução
assim ainda vai levar muito tempo :: mas quem um dia iria imaginar, não é mesmo, que haveria um negro


na presidência dos esTados unidos, como oBama, ou um caboclo, como luLa, dirigindo o bRasil?
:: nas entrelinhas da atual onda fascista está o medo retu
mbante de que esses fatos já co
ncretos, de avanço
de uma nova liberDade, se alarguem ainda mais ::

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

o lembretE

talvez o deus mais fundamental da terra nesse momento, que nos ajude a enfrentar problemas atuais,

com as armas que temos, seja o deus da linguagem, da cultura, da comunicação :: se fizermos seu cultivo,

o que acontece no plano da vida diária, organizada e desorganizada, lógica e irracional, alegre ou nem tanto,




logramos progredir, andar, seguir em frente, um passo de cada vez :: somos bonitos agora, enquanto humanidade,

menos milhões de famintos, todos precisando aprender a ler, a se encontrar, a se alfabetizar nas mais

diferentes escolas de vivacidade expressiva, o que nada mais é do que termos ingressado no estágio do

embelezamento coletivo, depois de satisfeitas as necessidades de pão :: quero ver todo mundo dizendo

mais "a" do que "b", e mais "b" do que "a" :: variando, flexionando, explorando, desenferrujando,

abrindo a boca, tocando








a guitarra lírica, lógica e abstrata capaz de produzir um grande abraço mundial ::

os professores de educação física logo ficam os mais carismáticos da escola, e logram esse efeito pela alegria de brincarem

com o corpo, e de produzirem muito esquecimento sobre a dureza dos números e das letras, do trabalho

que se faz com a cabeça :: por essa imagem, e a inegável verdade que ela representa, fica a dica sobre a nossa coletiva possibilidade de agora alegrar a vida do espírito,

aumentando o charme de todos, e ampliando esse grande baile de intenções nupciais, em um sentido
poético bem profundo, que é a internet :: a vida cotidiana, sobretudo a vida que se quer harmoniosa,

reclama uns minutinhos frente ao vídeo, batucando, dedilhando


, desenhando, fazendo força, não apenas com o corpo,

mas também com a alma, a cultura, a intelectualidade, mesmo nas brincadeirinhas de esforço infantil - memes, comentários,

posts, trelas e zoações, bobagens, conteúdo nojento, inútil ou asqueroso  :: somos nós na útero da mãe,

enquanto futuros artistas :: é o espectro do novo homem, já fecundado :: é um ovo que se choca ::
quando nosso senso estético, prurido puritano, preconceito moral, religioso, intelectual, se revolta

contra tais
infantilidades, estamos na verdade abortando um feto, o que é grave ::  apesar de inútil, pois que já

se formou um novo senso comum, e uma aceitação tácita e iluminada a permitir a presença de tais exercícios

de expressão :: aos poucos, com calma e sensibilidade, vamos melhorando :: no fundo, o que importa
é que são muitos os instrumentos do espírito, hoje, em nosso "estojo de maquiagem", o simples

celular/computador
e seus acessórios :: a menina que passa o dia se fotografando, se embelezando, e postando

na internet, sem
saber, abusa de um sentido profundo de humanização, de certo modo oculto de nossos olhos pelas

leis e regras,
sempre necessárias, do mundo da cultura e da sociedade :: não é a toa que fazem isso tão

espontaneamente,
e que esse logo se tornou um dos símbolos da rede, mesmo em meio a vaias sobre a sua falta de
variação, puerlidade, despudor etc. :: ali está a imagem fundamental de narciso, sempre polêmica,

devido aos perigos representados pela vaidade :: mas perigos fazem parte da vida ::  existem perigos no fogo, no álcool em excesso,

no sexo, em ser o que somos, andar de carro, produzirmos favelados :: deuses brasileiros, resultado de nosso sincretismo religioso, vivem se olhando no espelho,

como Iemanjá, mãe da solidão e da lonjura salgada do mar :: simboliza com isso a ternura da barriga
assustadora da baleia, que nos comporta dentro de si, na escuridão, e com medo,




 mas consolados

pelo presente que é nos projetarmos belos, com armas para a conquista (outro perigo), para apaixonarmos uns

pelos outros, com todos os perigos da inveja, do ciúme, da traição :: não há hostilidade ou amargor que resista

ao encanto que vai se produzindo, quando parece que todos são filhos da rainha, porque podem fazer parte

agora do mundo mágico da arte e, quiçá, das celebridades :: ninguém mais é gata borralheira, todos entram na carruagem, e a meia-noite não chega, nem o sonho se desfaz,

na medida em que nos convecemos da necessidade absoluta dessas "distrações" :: são tão ilógicas
quanto dEus :: são perigosas também no sentido de produzirem o desassossego, forjando a vontade de

mudança, em direção a um mundo mais
sincero e libertário :: e por isso há uma eterna resistência, a nos fazer desistir do espelho, da cultura e
da arte ::



sexta-feira, 4 de setembro de 2015

carroCeiro

marcus carroceiro d'América, irriq
uieto, carroceiro maior, uma mandi


ga, um atabaque, a região humana do nevo
eiro que abrasa, ale
mbra, marcu
s, o menino aviador, observan
do as costas dos carroceadores, levand

o o brAsil nas costas? :@


aquele carinho, óich, zifi, if, of, uf, são amorosas unções somente encontradas pelos carroceiros peleadores como tu,agu
enta a dor nas costas, e sobe ladeira,
 como tu, encanta a charrete, escorre pelos cordões das calçadas, como cascatinh

as rumorosas, tua ilhanobre,teudespenhadeiro,descoloreoscabel
osesejaabençoadopelailhadasflores

comintensoconsentimentozulu

domingo, 30 de agosto de 2015

jogo o jogo da vida química, em suas múltiplas combinações :: sou um ma
go, soprado pela relíquia :: olho




para um método de vida em que os intensos fulg
ores sincretizam brincade
iras de rodas, e sou menino :: o 
bRasil       !!++!!

nunca dominará o mundo :: never :: essa é a sua índole :: capoeira, ijexá, horticultura dos 
deuses :: e eles f
ormam
---------                     999999

uma escola :: mãe menininha :: e formam uma roda :: são os

        +++++++
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
pais e m !!++!!ães do mundo :: são deuses, calculam





hormônios, lançam perfumes, possuem fitas de metro incandescentes, com que vão incendiando, na construção  !!22!!

da cidade, pelo motivo óbv
io de que também são gente :: vivem sugand
o, e se tornam vi!!22!!

vos pela dura realidade

da abstinência :: ora, ó cidade, pelos teus !!22!!

pecados, porque nes



sas quebradas de becos, ruelas, merd

as, boeiros,

infanticídios, trabalham s                !!22!!        !!22!!             !!22!!



eres normais, cujo maior objetivo é expandir a experiência real do sertão brasileiro,

pleno de belezas e recatos, daminhas arfando o 
peito e exalando perfumes que são escadas plenas de retidão


-----                      777777777


Adicionar legenda
levando ao sonho ilumina
do do infinito, onde está deuS :: deus é um jogo, d




e carNe e osso, e escorrE pelas

formas purAs que nos aprumam :: uma bola na 000 rede, um dicionário, um escrito, um vestido na modA, um co000 mputador,

e vai reche000 ando as família
s, de conquistAs, como se ele000  fosse o próprio menino, que volTa aqui para sonhar ::

a civilização rock,

44444

 o ritmo do reggae :: ora, menin000 o, veja que delícia, te agarra a esse estranh
o seio, e mata

teu desejo de coisas bem difíc
eis, teu anseio pelo fim das pressões 000 sócio-econômicas :: educa por um sócio-ambientalismo






sinfônico só teu :: escuta as ampla
s redes de conexões em um g


olinho de força :: ouve os golfinhos, conserva

as balei



as, tão arcanas como a lua prateada
:: e jamais sossega esse teu chocalha hipnotizador da natureza,

o chocalho do grande mestre índio :: pega na lua bonitona, que regula os mênstruos, e

 te posiciona bonitinho,



aos pés de iemanjá, porque aqui, na construção linda da nova ideia físico-química monumental, da maior



preciosidade que é o ocidente, ninguém padece, ninguém sofre :: o amor, precioso e líquido, espanta qualquer

mal-feito, e torna-se a cidade um pacto maior profundo com o mais antigo orienTe ::