sábado, 26 de abril de 2025

a vista imemorial cotidiana, distribuidora fortaleza, março de 25

 



a biblia de cada 

um pode ser cruel

 se não for

cuidadosamente 

solta 

no mundo,


maior é a realeza

do dEus que

é grande 

e pequeno,

tudo junto,


tudo na justa

medida

do valoroso

amor

universal,


arquétipo 

e simbolo

de fundamental

descomunal 

delicadeza






quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

homem sal,

homem coifa,

homem tudo,
santo sinal,
sereno húmus,
relacionar-se
com os seres que
cobrem
o mundo,
aconselhar-se
de seu
relvado

@@@@

minha cabeça 
é de palha,
e faz abrigar 
pássaros,
pássaros
que serenam
o coração 

@@@@

a brincadeira belAmente nos conduz pelo reino do nanocuidado,
onde o cultivo dos detalhes nos aproxima da ética e dos bons modos













quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

arvorezinhA

 o canto longo, arvorezinha absoluta que produz frutos quiméricos, brotada de meu coração sangrando 








vamos brotando amorosos aos poucos, enquanto árvore misteriosa, capaz de reter para si, em abraço afetuoso, até o corpo mais difícil espinho, a brutalidade guerreira do feminino, forjada na luta pelo diário alimento, essa dimensão amorosa com espinhos do viver no curso do tempo







quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

impoNderável






é, eu acho que vou estar sempre ter que estar achando uma solução para esse meu estar no mundo, virtualmente sem solução


como abóbora sempre serei, solução branda e mítica, onde não esqueço de ninguém que esquece de mim, desejo lácteo de união a tudo que há, como abóbora padeço, como abóbora morrerei

também há a força quase civica do manjericão, o querer ser eleito verde onda de unidade mítica, um esponsal dolorosa com a vida mais primitivo, em seus processos simples de existir e de absorção de nutrientes, morte, vida, reprodução, deixar de si uma verdade purificadora e sumir, para assumir outra linguagem e repovoar o mundo mais adiante, pelo todo sempre das difíceis eras

eu sou querer serpenteador dionisíaco arbitrária, imposição da ferocidade criativa do vivo estar no mundo, eu sou belo e arbóreo mugido, de precisão esfingica, que um dia se desvelará



podemos resolver até a fome do mundo, mas nunca a imensidão de um penar faminto por amor no temporal que é o existir denso de desejos do porvir humano



podemos até imitar a sombra do divino em rituais marcados por sabores e sensações paradisíacas, mas o medo terno que congela meu estar menino no mundo é precioso, afiao e absurdamente imponderável 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024


 tenho na mira meus questionadores, aqueles que não me entendem, na mira de minhas grandes, monumentais violências implícitas ::


atos me traduzem, sou o movimento, somente um ser assim me reproduz, frutifica, como num esporte em que se pratica com zelo a fuga da morte ::
 
crescemos se tornamos também parte de nós a a zona praticamente inabitável do desprezo, o amor fecunda-nos como alegre recompensa à prática do zelo, essa tortuosa zona,  produzida  em meio a tantos afazeres importantes exigidos pelo tempo normal da vida ::


quanto tempo o mito leva para amadurecer?



terça-feira, 3 de dezembro de 2024

autoritarismoS


todos temos impulsos autoritários, sendo o conjunto de práticas autoritárias acumuladas ao longo da história humana uma espécie de depósito que pode ser acessado por qualquer indivíduo ::


o hitler ou bolsonaro em potencial dentro de nós, que podemos vir a ser, rege-se pelo medo do tempo amoroso que igualmente é um potência humana ::


se não amamos, o medo aumenta e o risco do autoritarismo, também ::


ouço sinais inconscientes de modo sempre sereno :: o panteão que promete habilidade social é o que mais me encanta, pois a sociabilidade também é uma forma de amor, um tanto disfarçada, e que, pela penumbra gerada em torno do ato de amar, nos deixa menos receosos de aceitar ou de, pelo menos, conviver em relativa paz com o outro ::


nossos pâniCos coletivos devem ser auscultados em sua justa medida, quando não acolhidos para que se tornem