eu sinto a beleza da brasilidade no seu tempo de trabalho honesto, que artisticamente se torna uma poderosa força ética e estética de transformação do mundo
oro ao meu braço de peão escalado por oyá, por ela confirmado para empreender a labuta do sorrir em meio ao penar de um povo bastante espoliado
sou um braço e um tornado, um pandeiro e uma bandeira de enfrentamento, hasteada logo cedo, na alvorada de um domingo que intensifica meu amor por caboclas que minha humildade de trabalhador presentifica e consegue gerar, em amoroso e nacionalíssimo panteão mítico regional libertário, um alvor animista a la mario de andrade, um pensamento alto e bastante bondoso bastante regulado por intenções a la cora, de coralino alvor é esse meu esponsal, pai preto me produz, com uma fagulha iniciada ainda na escravidão, é belo esse atabaque, um prazer oriental que a lusitana força épica de pessoa não registrou, prazer de santo antonio com são joao mais xangô e forças primeiras do ambiente amérindio, é bondade antiga e manhosa de exu algo ritmo, algo lenda, algo navegação infinita, e eu sou o pai pancada do amor que subiu e se instalou no olimpo da vasta galáxia ou cordilheira, amazônia infinita


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