sem arte, não há ministério em favor do legítimo e agradável :: a voz leve que há em mim grita para que plantemos valores, como em hortas de amores sensoriais :: horas breves, fulgores matriciais, de alegorias cívicas :: tudo é boníssimo, tudo bonifica :: e os algozes que nos reduzem a cinzas também celebram um culto inteligente, se há arte :: não há pena sem prumo, havendo arte :: não há perda, pois tudo roda, se acumula, em grande fertilidade e mandinga :: oremos pela arte e suas permutas, como emanação por vezes dura, de pedra, apoiada na condição humana ::
um cansaço, de coração :: abelhas é que fazem o bom, porque incansáveis são :: estou há bons anos nesse solo químico de marquinhos, esquizofrênico, ouro em patas de insetos, para lembrar sobre os quiméricos versos :: estou aniversariando rezas pessoais pós-atômicas, estou amigo da escola virulenta, aporias, sonhos, aporias, conversas de bar em bar com as horas regulares e completas do anseio :: estou um juramento com o pé na estrada :: estou parado e ouvindo coisas :: estou bem amigo de sensações, costuras, colmeias ::
Serenai vossos desejos Aprendendo a rezar em um só coro. Estamos em festa. A casa é promessa. A onda é apascentadora. Lírios serão colhidos. Bicos dourados, sons da floresta. Espelhos d’água aguardam seu triunfo. A dama de honra espera o cavalheiro. A joia cristalina está guardada na face do anjo. Rostos americanos assombram o céu do Brasil. A nova pátria acorda mesclada de ciência e paz. Serenai vossas fronteiras. A negra amamenta Nova York. As torres estão nuas, O povo será novamente batizado. Glória aos homens de modos serenos. Glória aos homens nus e sem sapatos. Glória às mulheres mulatas, pretas E mestiças de pouca lábia. De pouco viço, mal polidas, encantadas.